domingo, 7 de abril de 2013

Ciclovia de Guaçuí

Cada vez mais, municípios do Brasil, seja de pequeno, médio ou grande porte, vem discutindo de forma cada vez mais efetiva a questão da mobilidade urbana, tema que se tornou obrigatório nas agendas que debatem Políticas Públicas para as cidades.

Nos grandes centros, obviamente, a mobilidade urbana é um tema bem mais discutido, dado que os efeitos das políticas implementadas ao longo de décadas e que privilegiavam o uso dos automóveis, se tornou um grande problema para os gestores públicos, com trânsitos paralisados, demora excessiva até mesmo na realização de trajetos curtos nas cidades, principalmente em horários de pico, além da grande poluição causada pelos automóveis.

Atualmente não se passa um dia sem que um grande número de veículos de comunicação, seja jornal, revista, rádio, tv, blogs ou portais de notícias discutam este tema, no intuito de mobilizar não apenas a população, bem como mobiliar a classe política.

Vejamos minha cidade, Guaçuí, localizada no estremo Sul do Espírito Santo, bem na divisa com os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, cidade pequena, mas com um comércio bastante pujante e um trafego considerável de veículos, pedestres e ciclistas, principalmente se considerarmos que estamos falando de um município com apenas 27.851 habitantes e uma renda média mensal por habitante empregado de 1,7 salário (salário mínimo), segundo dados de 2010 do IBGE.



Não há uma estimativa oficial no município sobre a quantidade de ciclistas, e quando digo ciclistas, me refiro às pessoas que todos os dias saem de suas casas para trabalhar utilizando a bicicleta como meio de transporte. Mas apesar da falta de dados oficiais, o que se vê no município, principalmente nos horários de pico de circulação, é um número flagrantemente elevado de ciclistas circulando pelas ruas do município, que conta com uma privilegiada topografia e ainda uma ciclovia de aproximadamente 2 km no centro da cidade unindo as avenidas José Alexandre e Marechal Floriano.

Contudo, apesar da tímida iniciativa de implantar ciclovia no município, ficam flagrantes algumas falhas importantes, bem como as ausências de diversas ações que se fazem necessárias e que deveriam acompanhar este projeto de readequação urbana, tais como: Um planejamento do que realmente se pretende fazer no município em termos de mobilidade urbana, campanhas educativas abrangendo todos os que utilizam as vias públicas, ações de punição a excessos e descumprimentos, construção de bicicletários e rearranjo dos estacionamentos para automóveis, dentre outros.

Discutir não somente o transito, bem como todas as áreas que afetam o cotidiano de toda uma coletividade, é nossa obrigação, propor e cobrar dos governantes projetos e ações que melhorem o espaço em que vivemos e que nos traga melhoria da qualidade de vida. E isto é o que, pelo menos por enquanto, tem feito os novos legisladores de Guaçuí, reunindo a sociedade organizada e discutindo problemas a procura de solucioná-los, não isoladamente, mas sim, buscando a opinião da população.  

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