quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ecotrilhas Caparaó 2011

Com o objetivo de divulgar a região do Caparaó e suas trilhas, cachoeiras e lugares paradisíacos que encantam a todos dos visitantes que conhece essa maravilhosa região do Brasil situada em dois estados, Minas Gerais e Espítiro Santo e que abriga o terceiro ponto mais alto do páis, o Pico da Bandeira com 2.891 metros de altitude, foi que nasceu o Ecotrilhas Caparaó; e o que a principio era um simples pedal entre amigos acabou se tornando num evento que encanta e atrai cada vez mais ciclistas de todas as regiões do país.

E neste ano de 2011, no período de 21 a 23 de abril o evento teve a sua 6ª edição, com trilhas, segunda os participantes, ainda mais encantadoras, passando por estradas de ferro desativadas, túneis centenários e paredões de pedra que deixam transparecer toda a beleza da região do Caparaó capixaba e mineiro e ainda uma das partes mais belas do Caminho da Luz, que fica na chamada estrada da Ernestina, que é uma antiga estrada de trem desativada onde só é possível passar a cavalo, a pé e de bicicleta.

No dia 21 de abril (primeiro dia de pedal) os ciclistas seguiram pela antiga estrada de trem desativada da Leopoldina, passando por um fantástico túnel de mais de 100 anos, situado no município de Alegre-ES, seguindo em direção a localidade de Jerusalém onde pegaram a primeira trilha de 3 Km. Em seguida os ciclistas foram em direção a Celina, distrito de Alegre, onde puderam desfrutar de um delicioso lanche. Então, com as baterias recarregadas o pedal continuou até Guaçuí, passando pela “garganta” – uma gentil e bela subida de 1Km. Depois, só descida até a cidade capixaba de Guaçuí, onde foi servida aquela comida caseira.

Após o almoço e o merecido descanso, os ciclistas continuaram seu passeia ainda pela antiga estrada de trem, agora em direção ao município de Dores do Rio Preto, que fica bem na divisa com o estado de Minas Gerais, trecho este, sem grandes subidas, onde todos puderam curtir o magnífico visual do caminho que leva à Dores do Rio Preto onde os participantes pernoitaram.

No dia 22 de abril (segundo dia de pedal) o percurso foi considerados pelos participantes, “simplesmente demais”, com 12 km de estradão, cruzando a fronteira do estado do Espírito Santo e Minas Gerais, passando pela divisa dos três estados, MG, ES e RJ. Mas quando todos começaram a pedalar pela trilhas da Ernestina foi que pudemos sentir nos participantes todo o entusiasmo que a beleza do caminho provoca, numa fantástica descida de 10Km, por uma antiga estrada de trem que foi completamente desativada e que pertence ao roteiro oficial do Caminho da Luz e é sem dúvida o trecho mais bonito de todo o percurso, passando por mata e paredões de pedra que proporcionam um visual estonteante, que sem sombra de dúvidas vai ficar para sempre marcado na memória de todos os participante da 6ª edição do Ecotrilhas Caparaó.

Logo após esta fantástica descida os participantes puderam recarregar as baterias com um lanchinho servido num local chamado Parada General, e como nem tudo são flores, em seguida encararam uma das subidas mais temidas de todo o Caparaó, a Serra da Suíça, uma subida forte de 6 Km que para subir sem empurrar a bike o ciclista tem que estar muito bem de perna.

Da Suíça até Espera Feliz-MG, onde foi servido o almoço o percurso é bastante tranquilo sem grandes inclinações.
Depois do almoço no município mineiro e daquele merecido descanso, os cicloaventureiros ainda encararam mais uma subidinha até retornarmos ao município capixaba de Dores do Rio Preto, onde mais uma vez pernoitaram.

No dia 23 de abril (terceiro e último dia de pedal) apesar do longo percurso de 77km, o dia foi praticamente só de descida, saindo de aproximadamente 800m de altitude para 244m. Seguindo ainda pela antiga estrada de trem em direção a São Thiago, distrito de Guacui.

Em seguida, um estradão até a estonteante Cachoeira da Fumaça com seus 144m de queda, ela é considerada uma das mais bonitas do Espírito Santo, e é neste visual deslumbrante onde foi servido o almoço.

Após o almoço e um mais que merecido banho de cachoeira, os participantes encararam mais uma forte descida até Sobreira distrito de Alegre, a partir daí poucos quilômetros os separam da chegada, mas não sem antes enfrentar mais uma serrinha, a Serra do General Caboclo, depois pessoal, o caminho foi só alegria até a chegada a Alegre.

A região do Caparaó, que sedia o “Ecotrilhas Caparaó”, é reconhecida nacional e internacionalmente, pelos atrativos turísticos, principalmente pelo Pico da Bandeira, pico mais alto do sudeste, do Espírito Santo, o terceiro maior do Brasil e o único acessível a todos.

Segundo o idealizador do evento, Jorge Adriano Peixoto, o esporte reconhecidamente tem um papel fundamental na formação de jovens e adultos, capaz de promover o “resgate” da cidadania sendo uma importantíssima ferramenta de inclusão social. Eventos como o ‘Ecotrilhas Caparaó’, que atraem um grande número de cicloturistas de diversas regiões do Brasil e do mundo, constituem-se como alternativas sustentáveis, focadas em buscar qualidade de vida para a comunidade. “Investir em eventos desta natureza é ter uma visão de futuro para o desenvolvimento social e econômico”; disse Jorge Adriano.

Ainda segundo a organização do “EcoTrilhas Caparaó”, numa época em que se fala muito em aquecimento global e diminuição de emissão de gases causadores do efeito estufa, o evento vem com uma forte proposta de promover a socialização do homem com a natureza, da qual faz parte, esquecendo-se assim da visão antropocêntrica e divulgando a visão biocêntrica para a população e demais participantes.

Neste ano de 2011 o evento completou a sua 6º edição, sempre atingindo o número máximo de participantes, que todos os anos se encantam com as diversas trilhas percorridas pelo evento.

A edição 2011 do “Ecotrilhas Caparaó” percorreu as deslumbrantes paisagens dos municípios de Alegre, Guaçui e Dores do Rio Preto pertencentes ao Estado do Espírito Santo; Caiana e Espera Feliz, pertencentes ao Estado de Minas Gerais, todos eles municípios que fazem parte do entorno do Parque Nacional do Caparaó e com suas economias basicamente voltadas para a monocultura do café e leite.

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