terça-feira, 21 de abril de 2009

Do que vejo...

Contraponto – TIDELAND

“Um mundo imaginário onde os vaga-lumes têm nome, os esquilos falam e cabeças de boneca, há muito tempo separadas de seus corpos, são suas melhores amigas.”

Eu diria que esse filme é bom sim, de uma forma bem estranha... ressalto que é necessário que quem o veja tenha paciência, para duas horas de uma história pra lá de abstrata, inclusive, há quem compare TERRY GILLIAN à Salvador Dali, pois consideram seus filmes, abstratos como as telas de Dali.

O filme trás história de uma menina que se encontra sozinha logo depois que seus pais morrem, em circunstancias diferentes de overdose, toda a história é bastante louca, após ficar sozinha numa fazenda onde não há comida, água ou qualquer outra coisa além de uma casa velha repleta de coisas velhas de sua falecida avô, a menina Jeliza Rose cria um mundo imaginário onde suas melhores amigas são quatro cabeças de bonecas.

Encontrando-se só, Jeliza Rose acaba “afundando-se” cada vez mais em seu mudo de faz de conta, numa tentativa (inconsciente) de evitar o sofrimento de sua cruel realidade. Eis então que a garota conhece Dickens que é portador de deficiência mental e tem a mentalidade de um garoto de 10 anos, que mora com sua irmã Dell, que também se apresenta como sendo uma pessoa perturbada.


Dickens passa dias e dias a espreita em um ônibus abandonado, na captura do temível tubarão-monstro que ele acredita habitar na ferrovia que passa próximo a sua casa e Jeliza Rose então passa a ajudá-lo.

O filme conta com uma excelente atuação da garota Jodelle Ferland, que interpreta Jeliza; protagonizado por uma criança, o filme não é nada infantil.

Dou nota 5,0 para este filme. Contraponto é um filme travado, quando você pensa que a história vai chegar a seu clímax, ele continua no mesmo compasso. É um filme bom, mas tem que ter paciência pra aturar suas duas horas de uma "arrastada" história.

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Um comentário:

marilia carboni disse...

Adorei estar p aqui!!! Mil beijos !!!!!